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É importante conversar. Se não tiver alguém que lhe escute, fale com uma planta, mas fale!

Cotidiano

É importante conversar. Se não tiver alguém que lhe escute, fale com uma planta, mas fale!

Se não tiver ninguém para conversar, fale assim mesmo, sozinho, fale com Deus, ligue para sua operadora de celular e bata um papo com a atendente ou fale com uma planta. O importante é falar!

Nós, seres humanos, temos o dom da fala, de formar palavras e frases e assim traduzir o que pensamos e sentimos. E precisamos disso, precisamos conversar, pois somos seres sociais que necessitam se comunicar para organizar a vida, para resolver problemas, para trocar experiências ou mesmo somente para arrumar os pensamentos. Quando conversamos, nos sentimos também menos sós.

Todo mundo carrega consigo dúvidas, medos, inseguranças, mas também ideias, sonhos, desejos e planos. Todas essas coisas só se tornam palpáveis para poderem ser realizadas ou resolvidas quando são expressadas, quando são ditas, quando são comunicadas. Um medo não exteriorizado torna-se um medo medonho, uma dúvida não colocada se transforma em perguntas sem fim, uma ideia que não é discutida fica na esfera do irreal e um sonho que não é contado permanece um sonho.

Um problema que nos rouba noites de sono pode se tornar um probleminha no momento em que falamos sobre ele ou se tornar um problemão dentro da barriga se o engolimos e o guardamos dentro de nós.

Sonhar é fácil, pois num sonho tudo é permitido, até mesmo pular de um lugar para o outro sem ter asas para voar. E muitas vezes acreditamos poder realizar o que sonhamos, mas somente quando falamos sobre o sonho é que começamos a perceber o que realmente é praticável. Ou não falamos e continuamos a alimentar uma fantasia.

É importante falar!

Por isso é importante falar, conversar, contar a alguém o que se passa lá dentro de nós. E, quando falamos, não falamos apenas com o outro. Em primeira linha, falamos com nós mesmos, já que, ao falar, nos escutamos e temos a chance de refletir sobre o que dizemos. Como falamos mais devagar do que pensamos, filtramos também as ideias, estabelecendo prioridades, determinando o que deve ser falado, constatando se um pensamento merece ou precisa ser dito ou não.

Acredito que você já tenha feito a experiência de ter acordado um dia com uma ideia sensacional, algo que com certeza daria certo, mas, ao conversar com alguém, você  escutou o que você mesmo disse e percebeu que a ideia não era tão boa assim. Ou não percebeu você mesmo, mas o outro lhe disse que aquela ideia não fazia sentido e você soube que ele tinha razão.

Imagine, por exemplo, alguém que teve a extraordinária ideia de abrir uma padaria no bairro e passou dias já planejando tudo, procurando um nome, imaginando um local, já com receitas de pão na cabeça. Essa pessoa acha que pensou em todos os detalhes e que nada poderia dar errado, até o momento em que fala com o vizinho e esse responde que a ideia não seria tão boa, já que existiriam pelo menos dez outras padarias por ali, o que o fez desistir logo daquela ideia “sensacional”. Falar sobre sua ideia o safou de abrir uma padaria numa área já cheia de pão.

Como você vê, falar é bom, muito bom e extremamente importante para nosso desenvolvimento e para que possamos nos centrar e estruturar esse monte de coisas que nos movem. O problema é que quem fala quer e precisa ser escutado, mas está cada dia mais difícil achar pessoas verdadeiramente dispostas a ouvir o que alguém tem a dizer. Isso provoca resignação e até mesmo medo de nos abrir, já que é capaz de um falar e ninguém ouvir e se interessar pelo que está dizendo. Assim nos calamos e desaprendemos a falar. Para piorar, substituímos nossas conversas por bate-papos virtuais, trocamos a fala por texto, que também é uma forma importante de comunicação, mas não é a mesma coisa. E, assim, nos calamos mais, falamos menos e murchamos.

A fala tem um papel essencial em nossa vida, é uma forma de liberar energias que, se ficarem presas, podem nos quebrar por dentro. A fala é um chacra, é um centro em nosso corpo, que, se não utilizado, bloqueia, se fecha e gera um sentimento de sufoco e aperto.

Então fale, se expresse, coloque para fora o que tem para dizer, converse, solte sua voz! E, se não tiver ninguém para conversar, fale assim mesmo, sozinho, fale com Deus, ligue para sua operadora de celular e bata um papo com a atendente ou fale com uma planta, sim, com uma planta. Ela não vai lhe responder (de imediato), mas gostará de ouvir sua voz e ficará bem mais verdinha, pois ela pode não falar, mas adora escutar. Ou fale com seu cachorro, que adora escutar suas “palestras”, pois isso para ele é receber atenção. E ele ainda tem o dom de olhar assim com a carinha de quem está entendendo tudo 🙂

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Sobre o autor:

Blogueiro brasileiro residente em Berlim, apaixonado por palavras, viciado em escrever, fazendo uso das liberdades mais essenciais que temos: a liberdade de sentir e a liberdade de pensar. Site: http://gustl-rosenkranz.de/

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